“E ela era feito um livro. A cada página um mistério, um novo segredo à ser desvendado. A cada final de página havia um novo ponto final, dando início a outra linha, e lá estava mais um pedaço de sua vida desenrolado. Capítulos, capítulos e mais capítulos formavam sua personalidade e dentre todas as sensatas palavras que ali estavam escritas, à que mais tinha intensidade era sempre, ou quem sabe “para sempre”. Amor, para sempre. Amizade, para sempre. Dor, para sempre. Decepção, para sempre. Bebedeiras, para sempre. Força, para sempre. Para sempre, para sempre, para sempre… Não importava quais fossem às circunstâncias, tudo chegava no tão temido “para sempre”.. Talvez seja por isso que nenhum cara conseguiu chegar ao capítulo “para sempre” — e esse felizmente era o para sempre que ela sempre sonhou: Para sempre, feliz. —Não resistiram a sua fama de garota — ou mulher — durona que à deixava completamente seca, fria, amarga e azeda aos olhos de certos caras. Formando sempre uma grande barreira de isolamento ao seu redor, poucos desses caras que tentaram levá-la para a felicidade não viam a garota frágil e delicada que se escondia atrás da sua armadura de orgulho. Porque na verdade, ela só queria que alguém à reconhecesse atrás de todos os defeitos que ela possuia, ela só queria que alguém descobrisse que ela não era toda durona e nem tinha um coração de pedra. Ela queria alguém disposto à explorar cada centímetro do seu corpo, cada pedaçinho e pequeno detalhe da sua personalidade. Afinal, ela só queria alguém que a lê-se até o final, sem pular nem uma vírgula, nem um ponto, nem um parágrafo. É.. no final ela era como aquele velho ditado: “Não julgue o livro pela capa.” A pose de durona era só armadura.”
0 Feito um livro...
“E ela era feito um livro. A cada página um mistério, um novo segredo à ser desvendado. A cada final de página havia um novo ponto final, dando início a outra linha, e lá estava mais um pedaço de sua vida desenrolado. Capítulos, capítulos e mais capítulos formavam sua personalidade e dentre todas as sensatas palavras que ali estavam escritas, à que mais tinha intensidade era sempre, ou quem sabe “para sempre”. Amor, para sempre. Amizade, para sempre. Dor, para sempre. Decepção, para sempre. Bebedeiras, para sempre. Força, para sempre. Para sempre, para sempre, para sempre… Não importava quais fossem às circunstâncias, tudo chegava no tão temido “para sempre”.. Talvez seja por isso que nenhum cara conseguiu chegar ao capítulo “para sempre” — e esse felizmente era o para sempre que ela sempre sonhou: Para sempre, feliz. —Não resistiram a sua fama de garota — ou mulher — durona que à deixava completamente seca, fria, amarga e azeda aos olhos de certos caras. Formando sempre uma grande barreira de isolamento ao seu redor, poucos desses caras que tentaram levá-la para a felicidade não viam a garota frágil e delicada que se escondia atrás da sua armadura de orgulho. Porque na verdade, ela só queria que alguém à reconhecesse atrás de todos os defeitos que ela possuia, ela só queria que alguém descobrisse que ela não era toda durona e nem tinha um coração de pedra. Ela queria alguém disposto à explorar cada centímetro do seu corpo, cada pedaçinho e pequeno detalhe da sua personalidade. Afinal, ela só queria alguém que a lê-se até o final, sem pular nem uma vírgula, nem um ponto, nem um parágrafo. É.. no final ela era como aquele velho ditado: “Não julgue o livro pela capa.” A pose de durona era só armadura.”
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