Não tenho o que reclamar do que tenho, não tenho o que falar de meus verdadeiros amigos, não tenho o que reclamar da minha família, então... Porque estou chorando?
E que dor estou sentindo, que aperto no peito estou sentindo, que fragilidade é essa na qual me encontro... Quero Gritar. AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!
Quero desabafar, e quero confessar.
Talvez eu só precisasse de um abraço amigo nesse momento, de uma palavra verdadeira, sincera, sei lá, algo que me acalmasse, que me deixasse bem. Será que é pedir muito?
Eu não entendo, faço tudo por todo mundo, me preocupo, me entrego, e deixo rolar. E o que ganho? O que ganho com tudo isso? NADA! È isso o que eu ganho.
E o NADA se torna tão vazio, tão frágil, tão, tão, tão, só.
E ser “nada” não é o que quero para minha vida, não é o que eu planejei. Será que eu nadei tanto para morrer na praia?
E bem lá fundo eu escuto um grito e um apelo que quer sair, e quer ser livre, quer voltar. Voltar e dizer: -Eii, estou aqui, me salva, quero sair. Me liberta, não me abandona, por favor.
É... Pena que é só um pequeno grito.
Há, e como eu quero... Como eu quero voltar, me libertar, me salvar.
Talvez entregar-se de mais não é a real solução.
Pare! Pense...
Pare! Pense...






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